terça-feira, 10 de janeiro de 2012

"Há um tempo atrás havia uma palavra que eu usava frequentemente: SUBLIMAÇÃO""

"Navegando pelas redes sociais disponíveis, me deparei com um texto maravilhoso, postado pelo meu amigo e Anjo D'Guarda: Gabriel. Resolvi copiar e postar aqui..."
Análise externalizada... (hehe)

   A paisagem é paradisíaca: praia, palmeiras e coqueiros, areia, água do mar azul... gente bonita e não tão bonita na areia da praia.
   Eu sentado num barzinho, a beira da praia, tomando uma cerveja e acompanhado por pessoas muito queridas...
Encosto a cabeça na beira do bar e fico a pensar:
  Não sei se é o calor, o cansaço ou o efeito da cerveja...
Quem dera que fosse assim mesmo... Admito que lá, no bar, até pensei um pouco sobre o assunto, mas na verdade estou escrevendo na mesa das refeições na casa da minha irmã, enquanto esperamos o tempo passar, cansado de tanta praia e locais históricos, além do calor.
   Como é bom ter uma pessoa ao nosso lado. Alguém pra dividir sentimentos, pra tocar, acariciar, beijar e tudo mais o que você pensar.
   A vida nos proporciona pessoas assim, mas que tipo de pessoas queremos?
   Será que aquela que se achega a gente só por sexo vale a pena? E as só por aventuras? Só pelo prazer de conhecer algo novo, alguém diferente?
   Sexo é bom, com toda certeza. O prazer carnal nos humaniza, nos mostra como as aparências são meros detalhes, como nos preocupamos com tantas banalidades quando o principal é tão natural...
Aventuras são boas... depende... A quebra da rotina, o mudar de ares, de afazeres... Muitas vezes nos prendemos a coisinhas que, em tese, teríamos que fazer em nosso cotidiano que não nos permitimos sentir prazer, vivenciar sentimentos muitas vezes aprisionados...
Por que estou escrevendo isso? Na verdade eu não sei, ou sei e não quero admitir... Bom, independente disso, estou escrevendo... 
   Hoje, tenho pessoas com quem poderia ter “algo”. Mas analiso e percebo que cansei de certas situações a que me submetia no passado. Não quero ser só mais um ou só mais alguém na vida de outra pessoa. Quero ser especial, quero construir uma relação, quero pensar um futuro e quero ser feliz, não só me sentir feliz em alguns momentos.
   Há um tempo atrás havia uma palavra que eu usava frequentemente: sublimação. Não o fenômeno químico. Mas algo mais transcendente.
   Para mim sublimação era quando você gostava muito de alguém mas sabia que para tal pessoa ser feliz você deveria distanciar-se (quando não afastar-se definitivamente). Para você, o importante era a felicidade da pessoa, independente se com você ou não.
  Pois é, experimentei e vivenciei isso no passado, quando tive de me afastar-se do meu Anjuh pra que, na época, não fossemos prejudicados por uma separação forçada por outros e extremamente dolorosa.
   O tempo passou e mostrou que a decisão foi adequada para a época e para o contexto. Imagine você ter de se separar do primeiro grande amor de sua vida, pra que ambos não fossem prejudicados e, principalmente, para que ele fosse feliz.
Pois é, agora a situação se repete, não com a mesma dramaticidade mas, talvez, com a mesma intensidade, ou maior. E o pior, eu sabia que não podia querer algo mais.
   Fui alertado, a pessoa falou que era só para nós nos conhecermos e tal. Mas foi tão maravilhoso o encontro, o conhecimento e tal... que não consegui separar as coisas... por mais que eu tente fazer isso... ... feliz ou infelizmente. E agora sei que a pessoa está feliz, do jeito dela, mas eternamente feliz...
Imagine você ler que a última vez que a pessoa chorou foi na data que vocês estiveram juntos e ela chorou de felicidade.
    Bom... independente de tudo, deste meu jeito extremamente meu de ser, estou feliz. Estou alterando em mim os sentimentos antagônicos de alegria e tristeza, otimismo e pessimismo. E sabe que isso até é bom pois estimula o cérebro a pensar, a querer definir algo, a querer tomar decisões.
    Não está sendo fácil escrever este texto. Mas resolvi fazer isso como um desafio pra mim, como uma maneira de colocar pra fora o que estou sentido. Por mais que o texto ficou embaralhado, meio sem pé nem cabeça, mas, saiu... um parto doloroso.
   Acima de tudo, creio que fiz minha parte e procurei viver intensamente o que me propus, se errei ou acertei isso é outra história, mas fiz, vivenciei, senti, gostei... sublimei...
   E lembrem-se: 'sou do bem... sou a favor da vida... curtam, vivam, vivenciem... e, se puderem me incluir, obrigado'.

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