sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

"O pior preconceito é o que esta dentro de nós mesmo"


"Até que ponto o medo de perder uma pessoa nos faz continuar amando-a intensamente ?"

Parte I
No carro, indo para uma cidade qualquer, para ver alguma coisa qualquer.Imagine uma estrada
toda cercada de mato.Meu namorado Albert e eu, resolvemos sair pelo mundo a procura de coisas
simples.
Viajar pelo mundo sem destino, parar num hotel barato para dormir, comer qualquer besteira pelo caminho.
Mas sempre indo, sempre em frente.Disse a ele que queria sair á noite pela estrada e parar num gramado qualquer para ver as estrelas com ele.
"Sou romântico, gosto de coisas simples e aprecio sentir sensações mágicas."
Ajeitando-se na direçao do carro, ele troca a marcha e aproveita para colocar sua mão em cima de minha perna:
  -E aí Mark, esta gostando de nossa "viagem" ?
Eu olho para ele, sempre com uma expressão de homem sério na cara, difícilmente ri.Mas eu percebo quando ele realmente esta feliz.Talvez esta é uma das características mais fortes que eu vejo nele e que me atrai cada vez mais.Eu sou do tipo "doido", fico fazendo piadinhas de tudo, rio alto, ás vezes até um pouco indiscreto.Ele é a discriçao em pessoa!
  -Albert, você sabe que sim amor!Eu estar aqui com você é uma coisa maravilhosa!
Silêncio.A paisagem verde passando e ficando para tràs.Eu continuo olhando ele, todo concentrado na estrada.Sou muito observador, gosto de ficar olhando as pessoas em silêncio, quando elas estão em silêncio quando o silêncio toma conta de minha alma.Só assim eu posso ver o que é o verdadeiro "ser" das pessoas.Apenas rio,um riso tímido, por eu ter o encontrado e por ama-lo tanto.
Albert, meu namorado, tem uma tranquilidade única para se viver a vida.Ele é extremamente calmo,além de possuir uma inteligência exuberante, não é atoa que é um dos melhores professores da faculdade!
Ajeitei-me no banco, arrumei o cinto, passei a mão lentamente sobre sua barba, a qual sou apaixonado, hesitei, mas falei:
  Albert, amor...Andei pensando em algumas coisas preciso lhe falar sobre isso...
Seu olhar mais sério do que  já é me bombardeou.
  -E o que é Mark ? Aconteceu alguma coisa ?
Neste momento consegui imaginar e perceber o desconforto que minhas palavras causaram a ele.Albert é um homem muito seguro do que quer na vida, a questão que se passava pela cabeça dele era: "O QUE EU QUERIA DA MINHA VIDA ?"
Ele sempre tem medo de um abandono.De que eu saia da sua vida sem dar explicações, simplesmente desaparecer sem deixar notícias.
Olhei para frente tentando agir de uma forma que não o deixasse desconfortável.Tentei agir naturalmente.Era uma pergunta simples.
  -Albert, lembra como foi o nosso primeiro encontro ? Lembra quando demos o primeiro beijo ?
Sem deixar ele respoder continuei falando - eu e minha mania de falar demais:
  -Amor, para mim foi a coisa mais mágica do mundo!
Ele foi o primeiro homem que eu beijei sentindo amor, carinho e respeito.Marcamos nosso primeiro encontro na parte mais alta da cidade, onde a vista era maravilhosa á noite.
Depois de conversarmos, dar uma volta na cidade, ele parou o carro la em cima.Me deu um "abraço de urso" e me beijou...Foi mágico! Era tudo que meu coração solitário e confuso precisava.
"Quando existe amor não há distinção de genêro e nem precisa de melhorias. O amor em si é completo."
A cada beijo,que Albert me dava, eu ia me libertando do pior preconceito que existe: "O DE NÓS COM NÓS MESMO !"
Eu só queria naquele momento que ele continuasse me abraçando.
Parei de falar, esperando pela resposta.Albert diminuiu a velocidade do carro, me encarou e lançou-me cinco palavras:
   -MARK MEU AMOR, FOI BOM !!!
Estagnação.Decepção.Acho que esperei muita coisa de Albert.Uma forte tristeza invadiu meu coração.Ele é um homem simples, de poucas palavras, mas eu sinto que ele me ama do jeito dele.Este é o jeito de me amar.
Ele percebeu na minha expressão que eu fiquei triste e que queria ouvir mais.
Eu desejava que tivesse sido tão especial e mágico quanto foi para mim!
Não deixei que isso atrapalhasse nossa viagem, mudei de assunto.
  -Albert, o que você acha da Teoria do Caos?...

Parte II
  -Dois dias depois, já em casa, recebi uma carta.
Abri a carta, era de Albert, escrita num estilo retrógrado, á moda antiga.ERA UMA CARTINHA DE AMOR...
Mark, você é tudo para mim !
    " Você que possui a beleza mais marcante que um ser humano pode querer ter, a beleza interior, essa que toma conta de nossas mentes e invade os nossos corações entrando pelas artérias e cobrindo todo esse órgão delicado com amor. Amor é o que você tem guardado em seu coração, esse amor que faz você sofrer, mas que também faz você se sentir vivo, que permite que você chore que você fique triste, que você se alegre, que você acredite que apesar de tudo o que sofreu, você ainda é repleto de emoções puras, emoções que fazem de você essa pessoa especial, essa pessoa capaz de ser tão especial que me faz pensar durante vários minutos do meu dia em como está, em como se sente, em como eu gostaria de ver você feliz...
    A felicidade é o ingrediente que move as nossas vidas. Parece que às vezes não sabemos como encontrá-la, ela está ao nosso lado, é só começarmos a perceber, a sentir que ela caminha juntinha de nós. Você é o ingrediente da mais pura felicidade, você é a cobertura do bolo mais saboroso que possa existir, é também a camada macia que podemos degustar com prazer desse mesmo bolo. Você é a gotinha de chocolate que consegue ser prazerosa do começo ao fim, prazer em sentir à doçura desse sabor com gosto de eterno. Você será eterno para mim, o seu nome ficará estampado como uma tatuagem dentro da minha mente, do meu coração e da minha vida." 



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