quarta-feira, 24 de abril de 2013

"Basta. O mundo precisa de pessoas com equilíbrio mental!"


Para pensar!

Qual a diferença entre autoestima e aprovação ?

O que é autoestima? Autoestima é a pessoa gostar de si mesmo pelo que ela é; não precisa de nenhum fator externo para que ocorra este ato de gostar de si mesmo, porque a autoestima é fruto de uma plena aceitação de si mesmo, de suas qualidades e de seus defeitos. O processo da autoestima é um processo consciente, é ponderado, equilibrado, não pode ser confundido com arrogância ou narcisismo, que são defeitos graves. Portanto, a autoestima não é uma qualidade herdada geneticamente, ou adquirida por pura sorte! Não. A autoestima vem de um processo de educação respeitosa e equilibrada. Desde o nascimento os pais devem ir educando sem cometer abusos, ensinando limites sem machucar , combatendo as atitudes erradas da criança, mas jamais tirar liberdade da criança. Desta forma, a criança que recebe amor e disciplina  vai aprendendo a gostar de si mesmo, a se aceitar, a se respeitar desde a primeira infância. É importante entendermos que permissividade, não corrigir  falhas ou super proteção  são formas de abusos tão perigosos como as agressões verbais e físicas. Crianças sem limites se transformam em sociopatas e infratores; Crianças super protegidas são transformadas em pessoas medrosas e dependentes afetivos que viverão a vida toda buscando protetores, e se transformarão em seres fracos, derrotados; Crianças abusadas fisicamente e moralmente se transformam em revoltados, em seres anti-sociais, agressivos e futuros abusadores da sociedade.  Eis a gênesis da formação ética e moral das pessoas. Do exposto fica evidenciado a importância do amor, do respeito, da aceitação, da disciplina no processo de educação das crianças. Crianças que nos primeiros anos de vida  não foram amadas sentirão uma imensa raiva e culpa por não ter recebido amor dos pais; Neste momento é formado um imenso buraco na sua alma e o resto de sua vida vai ser focado em preencher o tal buraco. A necessidade de aprovação é uma estratégia da criança mau amada, abusada ou negligenciada, para preencher o tal buraco; ela vai buscar substituir o amor que não recebeu por aprovação; assim tudo na vida desta pessoa sem autoestima vai se transformar em busca de aprovação, que neste caso funcionará como uma droga altamente viciante. Pessoas viciadas em  aprovação são pessoas que na vida querem ser  o primeiro em tudo. Têm um imenso desejo de ser o número um em tudo na sua vida. Uma desaprovação ou uma rejeição para este tipo de pessoa é caótica, paralisante; Pessoas com estas características quando rejeitadas ou/e negadas tornam-se violentas, agressivas e são capazes de cometerem crimes violentos  causando um imenso dano a si mesmos e a sociedade.
Respondendo a pergunta : "qual a diferença entre autoestima e aprovação", acredito que já respondi ao definir as duas situações. Eu acredito que pessoas oriundas de lares equilibrados, funcionais, que foram educadas, amadas e respeitadas têm autoestima boa,  se aceitam ! Enquanto pessoas que vêem de lares disfuncionais, desequilibrados, que sofreram abusos, não receberam amor na hora certa, são pessoas revoltadas, que não se aceitam, não gostam de si mesmo e precisam constantemente  da aprovação para preencherem  o imenso buraco em sua alma. Eis a diferença.
Escrito por Walter Leite Castro

Agora meus queridos leitores, analisem suas vidas, seus amigos e mesmo a sociedade em que vivemos.
Vocês não acham que muitas pessoas que se sentem incomodadas com tudo e  reagem com ódio, indiferença ou preconceito, foram mal educadas, mal cuidadas e/ou mal amadas quando criança?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

"Ele era tudo, mas chorou um dia..."


Das crônicas "Viagens de Um Menino Voador":

"Homens não choram!"


Hoje, o mundo se abriu e me engoliu por inteiro. Tudo de bom se foi e o que é ruim ficou. E tudo que já era ruim ficou ainda pior. Hoje o AMOR transformou-se em ÓDIO. E as vozes na minha cabeça, essas malditas vozes gritando, me fizeram enlouquecer ainda mais. Meu riso ficou silencioso e as terríveis vozes continuaram lá - mesmo sendo diagnosticado pelo meu médico como acufenos* e feito tratamento, elas continuam a me aterrorizar. Parecem rir da situação que me encontro. Criam sons assustadores em minha cabeça e matam todas as possíveis palavras agradáveis que poderiam sair da minha boca...
[...]
Cansado da tristeza e do medo, hoje quis lutar contra eles. Hoje lembrei  de muitos momentos felizes.  E eu consegui ver nitidamente o que era o motivo da minha tristeza: o mesmo motivo da minha alegria no passado. Os mesmos motivos que me faziam gritar de felicidade, hoje me faz arder em tristeza. Acho que toda minha felicidade era uma fachada. Não, não era. Eu tinha o coração e a mente puros. Eu sabia que não estava fazendo mal á ninguém. Eu sabia, mas acho que me sentia realmente feliz por ser puro, de bom coração e sem maldade nenhuma. Então onde estava a fachada em minha vida? Como não pude ver o banner vermelho flamejante escrito "farsa"? Como não pude ter uma desconfiança sequer? Como pude ser um idiota adulto tão inocente? Por não conseguir ver, por acreditar em integridade humana, caráter e no amor incondicional ao próximo, eu sofri as consequências. E hoje estou aqui chorando. Como pode alguém - humano - deixar isso acontecer, não é verdade? Ops, talvez viver uma mentira fosse mais fácil. Não com consequências tão desastrosas assim. Fazer outra pessoa sofrer, estando consciente disto (e muito!) não existe justificativa aceitável. Isso é detestável. Envergonha. Enfurece. Entristece. Destrói sonhos...
[...]
"Ele nunca te amou". Doeu e eu chorei. "Ninguém o ama." Aí eu discordei. "Por que você continua amando e esperando por ele?" Eu o amo. Chorei. Ninguém mais me apóia nesta loucura eu realmente estou sozinho agora. "Por que você continua agarrado a esses sonhos? Estes sonhos estúpidos infantis de um 'futuro melhor'? De um 'final feliz'? De unidos na 'saúde e na doença', no 'amor e no ódio'...?". Medo talvez, medo de chegar um dia que terei que enfrentar pesadelos reais e só ele - que já os enfrentou - poderia me ajudar. "Você é um menino idiota. Olhe para você. Você não é nada. Ninguém se importa se você foi muito longe demais e descobriu sozinho coisas que te fazem sofrer." Verdade, mas nada que estava em mim, fez outras pessoas sofrerem. "Porque isso realmente não importa. Você não vê isso? Você não importa.Você não é nada. Poof!!! e você se foi." E o mundo continuou para ele. Ele só vai continuar a vida de onde ele parou antes de te conhecer. Simples assim - ele mesmo que disse...
[..]
"O que você esta fazendo para superar tudo isso?" Eu choro. Estou chorando todas as noites até dormir.
Eu choro até o nada existir. Esperando que esta dor vá embora e que minha alma possa descansar e eu dormir em paz. Tudo o que eu quero fazer era deixar de existir para não sentir por um momento esta dor. Queria minha vida de volta.  E todos os meus momentos felizes. Onde nada importava. Eu não tinha medo do meu amanhã. Não existia efeitos colaterais em nada do que eu fizesse - hoje tudo mudou, tudo tem efeitos. Hoje só queria uma coisa: fazer isso ir embora! "Faça tudo isso ir embora, por favor, me ajude..." Ou então, eu posso ser deixado sozinho, como o mundo quer que eu seja. Então, eu posso estar sozinho. Só eu, minhas lágrimas e meu travesseiro...
[...]
Pela manhã elas se vão, e ninguém sabe que eu chorei até dormir...

quinta-feira, 4 de abril de 2013

"Ele era tudo, mas morreu um dia!"


Das crônicas "Viagens de Um Menino Voador":

"Eu estou vivo?"

Eles me dizem que eu sou um ser humano. Vivo e possuo uma mente, coração e sentimentos. Então, não importa o quanto eu tente, não posso ajudar nem eu mesmo. Me sinto morto por dentro. Sempre desejando
o poder. O poder de desfazer o meu passado - em vão, eu sei.  Sempre desejando a minha felicidade. Para cada dia que vem, ter forças para meu coração continuar batendo. Apesar da dor que não está desaparecendo. Para todas as manhãs poder contemplar o Sol que está diante de mim. Toda noite poder contemplar a Lua - ou a morte e toda a sua glória. E eu me pego olhando para espaços vazios. Eu vejo imagens de rostos familiares. E se a resposta para minha dor é deixá-los sozinhos? E desaparecer no grande desconhecido? Então, em minha sepultura vou descansar com flores e velas. Da violência e da dor. A vida desperdiçada tragicamente dividida em dois personagens: o "eu-feliz" e o "eu-suicida". Eu guardei segredos durante toda minha vida, e isso me fez sofrer. Um dia troquei minha identidade equivocada - o "eu-feliz" - e coloquei em exposição a verdade - o "eu-suicida"... Isso refletiu nas emoções que mudaram drasticamente. Porque eu "era uma vez um menino tão feliz quanto podia ser" . Mas essa imagem é, infelizmente, uma memória distante. Eu poderia escrever o que eu detesto ou o que eu amo. Mas acredito que chegou a hora de colocar este texto para descansar. Para quem ler isso, por favor não tenha medo. Eu não vou desaparecer e nem me suicidar. Pois, eu realmente acredito que nasci nesta Terra para fazer os outros felizes, enquanto eu sofro desde o meu nascimento. Porque ele nunca foi como eu desejei. Mas um dia isso há de findar. Um dia meus olhos verão a escuridão . E quando eu estiver morto e enterrado, sei que toda a vida vai continuar - sem fim prévio. Mas até hoje o meu coração continua batendo. Apesar da dor que não está desaparecendo. Sim, apesar dos pesares, ainda estou vivo.

"Ele era tudo, mas desapareceu um dia!"


Das crônicas "Viagens de Um Menino Voador":

"Perdido"

Ele gostava de voar,
Ele gostava de mergulhar no ar.
Ele adorava tudo isso,
Quando ele estava vivo...

"Um dia", disse ele,
"Eu vou morar junto ás nuvens,
E voar todos os dias...
E apenas ser livre. "

E agora ele faz,
Com o Sol ou com a Lua.
Ele sempre vai voar.
Pois ele está perdido - morto!

terça-feira, 2 de abril de 2013

"Para se obter a resposta só há um único meio: MORRER!"


Devido alguns momentos tristes na minha vida não tive como não pensar sobre isso. Então resolvi escrever sobre a minha aflição. "Para onde iremos? Como é 'aquele' lugar? Será que lá ficarei sozinho sem meu pai, sem minha mãe, meus irmãos e meus amigos? Sem ninguém ao meu lado?" Muitos se perguntam como é ou se realmente existe aquele lugar chamado céu - paraíso ou jardim do éden? Para se obter a resposta só há um único meio: MORRER! Mas ninguém que eu conheço morreu e voltou á vida para me contar, nem nunca sonhei com o lugar que no futuro irei viver a minha eternidade após a vida aqui na Terra - pelo menos eu acredito que sou digno disso! MORTE... Uma condição futura que dá medo, rodeia e persegue o pensamento de muita gente - no meu caso sim. Clarice Lispector*, uma grande escritora, resolveu lidar de uma forma criativa com a morte, ou sombra, como ela se refere. Decidiu amar, ocupando-se do amor até seus últimos momentos. Escreveu historias, construiu personagens, inventou enredos. Fez do trabalho de escritora um pacto generoso com a vida, o esquecer da morte. Florbela Espanca* foi uma poetisa, que não pensou da mesma forma que Clarice. Aos sete anos de idade escreveu seu primeiro poema intitulado “A Vida e a Morte”. Nasceu e viveu em um local pobre, passou dificuldades. Foi incapaz de nutrir as esperanças com o amor. E, ao findar de sua vida, no dia de seu aniversário, ingeriu dois frascos de veneno e morreu. Que pode ter passado pela sua cabeça? Seus pensamentos e ideias foram iguais aos de Clarice? Teve infelicidades, tristezas, desamores em sua vida cotidiana, a ponto de chegar a se matar e deixar pessoas que a amavam aqui na Terra para ir a um lugar que não se conhece? Quando chegar o momento de partir, será que poderemos pedir a Deus para ficar mais um tempinho aqui? Será que teremos tempo de nos despedir dos familiares e amigos? Já que ninguém escapa deste 'encontro', é melhor cumprimentá-la e dizer um “OI” quando ela bater em nossa porta. É bem mais natural aceita-lá e deixar entrar em nossas vidas. "Será que eu saberei agir desta maneira quando ela vier me visitar?" Dizem que é menos doloroso!