quinta-feira, 4 de abril de 2013

"Ele era tudo, mas morreu um dia!"


Das crônicas "Viagens de Um Menino Voador":

"Eu estou vivo?"

Eles me dizem que eu sou um ser humano. Vivo e possuo uma mente, coração e sentimentos. Então, não importa o quanto eu tente, não posso ajudar nem eu mesmo. Me sinto morto por dentro. Sempre desejando
o poder. O poder de desfazer o meu passado - em vão, eu sei.  Sempre desejando a minha felicidade. Para cada dia que vem, ter forças para meu coração continuar batendo. Apesar da dor que não está desaparecendo. Para todas as manhãs poder contemplar o Sol que está diante de mim. Toda noite poder contemplar a Lua - ou a morte e toda a sua glória. E eu me pego olhando para espaços vazios. Eu vejo imagens de rostos familiares. E se a resposta para minha dor é deixá-los sozinhos? E desaparecer no grande desconhecido? Então, em minha sepultura vou descansar com flores e velas. Da violência e da dor. A vida desperdiçada tragicamente dividida em dois personagens: o "eu-feliz" e o "eu-suicida". Eu guardei segredos durante toda minha vida, e isso me fez sofrer. Um dia troquei minha identidade equivocada - o "eu-feliz" - e coloquei em exposição a verdade - o "eu-suicida"... Isso refletiu nas emoções que mudaram drasticamente. Porque eu "era uma vez um menino tão feliz quanto podia ser" . Mas essa imagem é, infelizmente, uma memória distante. Eu poderia escrever o que eu detesto ou o que eu amo. Mas acredito que chegou a hora de colocar este texto para descansar. Para quem ler isso, por favor não tenha medo. Eu não vou desaparecer e nem me suicidar. Pois, eu realmente acredito que nasci nesta Terra para fazer os outros felizes, enquanto eu sofro desde o meu nascimento. Porque ele nunca foi como eu desejei. Mas um dia isso há de findar. Um dia meus olhos verão a escuridão . E quando eu estiver morto e enterrado, sei que toda a vida vai continuar - sem fim prévio. Mas até hoje o meu coração continua batendo. Apesar da dor que não está desaparecendo. Sim, apesar dos pesares, ainda estou vivo.

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