terça-feira, 2 de abril de 2013

"Para se obter a resposta só há um único meio: MORRER!"


Devido alguns momentos tristes na minha vida não tive como não pensar sobre isso. Então resolvi escrever sobre a minha aflição. "Para onde iremos? Como é 'aquele' lugar? Será que lá ficarei sozinho sem meu pai, sem minha mãe, meus irmãos e meus amigos? Sem ninguém ao meu lado?" Muitos se perguntam como é ou se realmente existe aquele lugar chamado céu - paraíso ou jardim do éden? Para se obter a resposta só há um único meio: MORRER! Mas ninguém que eu conheço morreu e voltou á vida para me contar, nem nunca sonhei com o lugar que no futuro irei viver a minha eternidade após a vida aqui na Terra - pelo menos eu acredito que sou digno disso! MORTE... Uma condição futura que dá medo, rodeia e persegue o pensamento de muita gente - no meu caso sim. Clarice Lispector*, uma grande escritora, resolveu lidar de uma forma criativa com a morte, ou sombra, como ela se refere. Decidiu amar, ocupando-se do amor até seus últimos momentos. Escreveu historias, construiu personagens, inventou enredos. Fez do trabalho de escritora um pacto generoso com a vida, o esquecer da morte. Florbela Espanca* foi uma poetisa, que não pensou da mesma forma que Clarice. Aos sete anos de idade escreveu seu primeiro poema intitulado “A Vida e a Morte”. Nasceu e viveu em um local pobre, passou dificuldades. Foi incapaz de nutrir as esperanças com o amor. E, ao findar de sua vida, no dia de seu aniversário, ingeriu dois frascos de veneno e morreu. Que pode ter passado pela sua cabeça? Seus pensamentos e ideias foram iguais aos de Clarice? Teve infelicidades, tristezas, desamores em sua vida cotidiana, a ponto de chegar a se matar e deixar pessoas que a amavam aqui na Terra para ir a um lugar que não se conhece? Quando chegar o momento de partir, será que poderemos pedir a Deus para ficar mais um tempinho aqui? Será que teremos tempo de nos despedir dos familiares e amigos? Já que ninguém escapa deste 'encontro', é melhor cumprimentá-la e dizer um “OI” quando ela bater em nossa porta. É bem mais natural aceita-lá e deixar entrar em nossas vidas. "Será que eu saberei agir desta maneira quando ela vier me visitar?" Dizem que é menos doloroso!

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