quinta-feira, 23 de abril de 2015

"Nossas máscaras."


As máscaras que usamos são perfeitas. Nunca soltam e raramente são apertadas. Elas nos mantêm a salvo dos outros. E mantêm os nossos demônios fora de vista. Elas sorriem quando estamos quebrados por dentro. E nunca choram. Não tem nenhum defeito ou imperfeição. Criam personagens que nunca vão enferrujar. Eu raramente me lembro de quem sou eu sem a minha máscara. O que realmente eu sentiria em pele viva, nua e crua. É uma tarefa tão difícil me achar. Todos nós carregamos um bem ou um mal, onde quer que possamos ir. E não importa o que está em nossas mentes, apenas a máscara moldada vai se mostrar. As mentiras que pregamos em público ou as cicatrizes ao longo de nossos pulsos continuarão nos atormentando. Assim, ficamos alienados, não nos abrimos mais á outros conhecimentos. A ignorância é um presente tão esplêndido de nossas máscaras que nos deliciamos com ela.  Minha máscara é tão perfeita que nenhuma alucinação causada por drogas e/ou euforia vai fazer eu querer tira-la. Sempre colada em meu rosto, no seu devido lugar sem se importar com o que a vida vai me jogar. No entanto, eu estou preocupado em me livrar da culpa. Com muito medo de deixar o mundo ver que por trás de meu disfarce seguro, está um menino fraco com uma terrível angustia e tristeza. Ferido. E por isso, vou manter minha máscara amarrada firmemente. Me sinto falsamente feliz com isso, por enquanto. Mas a verdade é que não posso removê-la. O verdadeiro "eu" talvez nunca saberei quem é.

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