segunda-feira, 23 de maio de 2016

"Ela" (parte 1)

" -Vai Amor. Meu eterno Amor! Não importa quanto tempo passe, saiba que eu estarei te esperando para sempre!"

E foi assim que me despedi para sempre de Lua, o meu grande amor. Com um abraço bem apertado e um sorriso meio forçado para disfarçar o choro. Já bastava de choro.  Sim, Lua já devia estar cansada de tanto me ver chorando. Afinal, foram tantas noites angustiantes sem dormir. Foi tanta loucura, tanta depressão, que Lua não estava aguentando mais. Então cheguei a conclusão de que para ela ficar bem eu devia me afastar. O problema estava comigo e ela estava desesperada porque não podia tirar a dor que me consumia dia após dia. Eu precisava quebrar a promessa de "nunca deixá-la". Era preciso. Foi preciso. 
Então, no abraço de despedida, me passou um filme com todas as cenas de nossa história juntos. Sentamos na varanda, a qual costumávamos sentar todas as tardes depois do trabalho, e começamos a falar sobre nós desde o dia que nos conhecemos até aquele momento. Parecia que aquela seria a nossa última conversa. E foi.

"- Meu amor, eu aprendi muita coisa com você. Vou sentir muitas saudades de ti, e sei que você vai voltar para mim. Eu vou esperar o quanto for necessário. Mas enquanto você estiver longe quero que seja  muito, mas muito feliz Amor. " 

Amor, era assim que carinhosamente ela me chamava. Lua era do tipo de mulher romântica, daquelas que preferem uma rosa - roubada do jardim do vizinho - do que um presente caro comprado em uma loja qualquer. Uma lágrima escorreu dos seus olhos. Eu a abracei. Era uma dor insuportável. Maior de que qualquer dor que eu já havia sentido até aquele momento. Mas era preciso. Foi preciso. 

"Te dou a minha palavra Lua. Posso ir para muito longe, mas jamais te deixarei. Você é minha inspiração. Você me mostrou o verdadeiro amor incondicional. Você me deu a sensação de experimentar ser único no mundo. Seu amor, sua paciência e sua sensibilidade me trouxe de volta a vida."

Viver ao lado de Lua foi a melhor coisa que poderia ter acontecido em toda minha vida. Era uma pessoa mais que especial. Um anjo talvez. Nada mais prazeroso e encantador que ver suas lindas covinhas que se formavam em suas bochechas ao rir de qualquer piada sem graça que eu fazia.

"-Obrigado por ter me escolhido Lua. Obrigado por suportar todas as tardes e noites de total melancolia ao meu lado. Obrigado por acreditar em mim. Obrigado por acreditar que um dia eu sairia do meu quarto - o qual eu passei dias e noites trancado - do meu inferno egocêntrico e depressivo  e passar a viver uma vida normal. Obrigado por me fazer entender que não era meu fim."

Naquele momento, já não estava mais conseguindo respirar por causa daquele desconfortável nó que me estrangulava aos pouquinhos a garganta. Eu já não suportava mais a dor da despedida. Senti minhas pernas amolecerem e cai no chão levando Lua junto comigo. Ela me abraçou e começou a chorar junto a meu peito. Eu abracei-a e acariciei seu cabelo como se fosse a última vez. E foi.

"-Me prometa Lua. Prometa que  vai cuidar de você como cuidou de mim enquanto eu estiver longe. Me prometa.  Prometa que você vai dar o teu melhor para ser feliz.Só quero que você seja feliz Lua."

Ficamos por horas abraçados no chão da varanda. Tentamos eternizar aquele fim de tarde. O Sol se pondo no horizonte deu um tom alaranjado só para aumentar a nossa angústia. Por um momento ela segurou os soluços do choro, enxugou as lágrimas, passou a mão no meu rosto.

"-Me prometa Amor, prometa que você nunca irá me deixar."
"-Prometo Lua, eu nunca irei te deixar. Hoje eu preciso ir, mas logo voltarei."
"-Vou te esperar para sempre. Para todo o sempre meu Amor."

Continuamos os dois abraçados até adormecer. No outro dia peguei minha mala, coloquei nas costas, dei um último beijo na testa de Lua. Saí em direção ao meu destino. Antes de dobrar a esquina, olhei pra trás e vi Lua encostada com a cabeça no vidro da janela. Não consegui perceber se ela sorria ou chorava. Só sei que esta foi a última imagem que guardo de Lua na minha mente.

O fato é que nós dois quebramos a promessa. Eu a deixei. E quando voltei, ela não estava mais lá.

domingo, 22 de maio de 2016

5 mitos sobre os gatos

O gato é um animal muito mal compreendido. Aqui estão os top 5 mitos sobre os gatos que a maioria das pessoas ainda acredita ser verdadeiro:

Gatos podem ver no escuro!
Um gato tem pupilas verticais que se expandem para deixá-lo ver na escuridão. Ele tem cerca de 30 bigodes, que ajudam a encontrar o caminho de volta à noite, mesmo em ambientes estranhos. Mas ele não é dotado de visão especial que pode permitir-lhe ver na escuridão absoluta.



Os gatos tem técnicas especiais para sempre cair sobre as patas!
Algumas pessoas, acreditando nesta bobagem do folclore, em que gatos sobrevivem á queda de alturas, pegam um gato e jogam pela janela, apenas para provar que é verdade. Mas é a idéia  mais "loucamente" falsa. Geralmente, o pobre gato acaba com as pernas quebradas, ou o pescoço, e é tarde demais para dizer: "Não acredite em tudo que você ouve!"
É verdade que os gatos são os mais ágeis, "elásticos", animais graciosos no mundo, há muito mais tempo do que se imagina. Mas eles também podem derrubar coisas; quebrar lâmpadas ou xícaras; pular e cair de uma cadeira com as costas no chão! Eles podem acabar com os ossos quebrados em pequenas quedas, especialmente quando eles são filhotinhos!

Gatos são covardes!
Os cães são bem conhecidos por seu heroísmo, mas muitas pessoas não sabem que os gatos também têm as suas horas de glória. Por exemplo, já ouvi relato de um gato que que salvou sua família do fogo pulando na cama de seus donos. Tem uma  história de um felino corajoso que arranhou sua dona que dormia profundamente, para salvá-la do fogo, sabendo que a sua dona era surda e  não podia ouvir.
Há muitas histórias de gatos que espantaram répteis venenosos, escorpiões, e insetos perigosos para longe de seus donos.Assisti na TV alguns dias atrás que na Flórida, um pequeno gatinho  salvou a sua dona, alertando para o perigo de uma cobra coral mortal! Lembre-se, o heroísmo não se limita a apenas uma espécie de animal.



Os gatos são estúpidos!


Fisiologicamente, o cérebro de um gato tem uma notável semelhança com a do homem, mais do que qualquer outro animal. Como podemos medir a inteligência de um animal? REGRA: não pode e não deve jogar uma espécie contra a outra. Gatos, por exemplo, ficam entediados com labirintos. Mas costumamos vê-los sair de qualquer espaço fechado!

Eles podem abrir portas, travas elevador, saltar muitas vezes seu próprio comprimento sobre as paredes. Psicólogos notaram que a sua capacidade para escapar de um confinamento é superior à de qualquer outro animal. Além de excelente habilidade e estratégia de perseguir a presa, os gatos têm uma consciência mais aprofundada do tempo. Eles sabem quando é hora de você voltar para casa, e quando é hora de dormir, etc...

Os gatos não tem afetividade (não sentem carinho pelo seu dono)!
A pessoa que pensa que um gato é um animal sem amor, nunca teve um em seu colo. Primeiro, o gato "amassa" delicadamente para fazer do seu colo um ponto tão macio e confortável quanto possível, então se acalma e ronrona. Se ele ronrona alto com suavidade, ele esta demonstrando amor. O carinho de um gato é sempre sutil, como um esfregar nas pernas. Cada gato varia no valor de afeição que ele quer colocar para fora, e nos caminhos que ele deseja mostrar. Mas ele está lá, contanto que você seja receptivo e, por vezes, mesmo se você não é.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Minha mãe me disse antes do soninho

 "-Filho,  a mãe te ama muito. Você vai se tornar um homem maravilhoso. Honesto, educado, honrado, inteligente. Quero que seja um bom homem e que saiba que o que importa para as pessoas é o respeito e  amor incondicional pelas coisas que o cercam. Se quiser ser verdadeiramente amado, respeite a todos sem olhar a sua cor, o seu status social ou orientações e caminhos seguidos pelas suas escolhas. O amor é o maior segredo para o humanidade viver em paz."

Minha mãe dizia isso no meu ouvido quando eu era apenas um bebê. Com as suas palavras e de um jeito simples, mas ela me disse e eu aprendi. Hoje, já homem, tenho medo daqueles pobres coitados que suas mães não lhes contaram este segredo. Daqueles que ainda não sabem fazer o bem. Daqueles que nem mesmo conseguem ser educados ou honestos. Daqueles que dormiram muito rápido bem no momento que suas mães lhes contavam este segredo nos seus ouvidos antes do soninho.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Sou o que eu visto


"Depois que acalmou um pouco a chuva, resolvi dar uma caminhada e ir até o supermercado. Coloquei uma mochila com um guarda-chuva nas costas e saí. Andei pelas ruas da cidade me sentindo sozinho. A sensação de estar só no mundo é assustadora e corrói a alma aos pouquinhos.
  Quando estava no meio do caminho, um carro parou e encostou. O motorista me fez um sinal para chegar mais perto. Olhei para os lados para ter certeza que era eu quem ele chamava. Tirei meu fone de ouvido e me aproximei do carro.
-Viu, véio você mora aqui mesmo nesta cidade?
- Sim, moro.
- Então, eu moro na cidade vizinha e vim aqui procurar uma verdinha. Você por acaso você não vende?
- Verdinha
Sim, eu sabia que era maconha, mas naturalmente fingi que não entendia sobre o que o sujeito estava falando.
- Não sei não moço.
- Pois é, tô a procura faz dias. Lá na minha cidade também está em falta!
- Pois é véio, desculpe não poder ajudar.
- Tranquilo, tranquilo. Eu vou dar umas bandas na cidade ver se acho alguma boca.

  Coloquei meus fones e saí com passos largos em direção ao supermercado. Uma coisa não me saía da cabeça: "O que levou o tal sujeito parar o carro na rua e pedir justamente se eu vendia drogas?
Poderia  haver muitos fatores para eu ser confundido com um traficante? Não. Definitivamente não. Porém, cheguei a conclusão que ele só me parou na rua por um único motivo: "A roupa que eu estava usando naquele momento". Tente imaginar, neste momento, como um traficante se veste. Imaginou? 
Percebi assim, que acabamos sendo o que não somos pela forma que nos vestimos. Garanto que a maioria de vocês entenderam o que quero dizer.

Fica aqui mais um relato - mesmo sabendo que ninguém se importa - e quero apenas reforçar a constatação de que você é logo julgado pela roupa que usa antes mesmo de abrir sua boca para dizer quem realmente é."

domingo, 1 de maio de 2016

A curiosidade - quase - matou o gato

Leitores gatomaníacos, hoje vou falar um pouquinho sobre uma coisa que tenho total falta de conhecimento, o que me torna contraditório em muitos sentidos. Mesmo assim, quero contar mais esta estória.
   
 Não lembro bem ao certo, faz muito tempo, mas naquele fim de semana ia rolar uma festa de música eletrônica num club vip - único - da cidade. Lógico que nós iriamos, numa cidade fim de mundo que era aquela, jamais perderíamos um evento tão raro. Eu estava ansioso.
Entramos no táxi,  minha melhor amiga Lua e também um novo amigo o Damien
Como sempre, entrei no táxi fazendo minhas gracinhas. Sentei no banco de trás, olhei para Lua, sorri e pisquei :
-  "Moça" - olhei para a taxista e fiz cara de mal estar. 
-"Moça, por favor, para o carro que vou vomitar!" Neste momento me abaixei e simulei um vomito. O carro parou bruscamente. 
  "- Não, não. No meu táxi não moço!" gritou a taxista.
Com o carro parado eu levantei a cabeça e sorri:
  "- Te enganei!" - Era minha marca registrada.Todos os taxistas me conheciam por esta piada infame, da qual me envergonho hoje. Lua quase morreu de vergonha, mas Damien caiu na gargalhada. Sempre fui o idiota que fazia piadas - moderadas - de tudo e de todos na maior cara-de-pau.
A festa não poderia ser melhor, tomamos todas as músicas e dançamos todas as bebidas.
  -"Lua, você guardou dinheiro para o táxi?"
  -"Nem olhem  para mim!" - Damien já foi adiantando.
Então, estávamos os três bêbados na porta da danceteria sem saber como voltaríamos para casa.
  -"Vamos a pé. Bem ligeiro, sem frescura gente." - Lua olhou para a rua e saiu em disparada quase caindo de cima daquele salto enorme. Na metade do caminho já estávamos  exaustos pelo cansaço e pelo efeito alcoólico. Comecei a prestar atenção em como Lua andava toda empinada encima daquele salto enorme. Naquele momento - não sei por quê - fui bombardeado com um monte de curiosidades sobre o salto. Tentei entender o por quê as mulheres o usam, e também porque as mulheres dizem que um "salto faz toda diferença nas suas vidas". Nunca entendi estas coisas - talvez nunca vou entender  - mas confesso que naquele instante fiquei curioso. 
Cheguei perto de Lua e cochichei no ouvido dela:
  -"Tira o salto que eu quero usar !" - Afinal, estávamos numa rua deserta na madrugada e ninguém ia nos ver. Damien e Lua só observaram eu colocar aqueles saltos enormes nos pés e dar um passo que me levou ao desiquilíbrio instantâneo  que me levou ao chão que me levou a ficar uma semana andando de muleta e de bota ortopédica, devido á uma torção no pé. Nunca mais fui curioso em tentar entender o que  sentem - homens ou mulheres - ao usar um salto pois, no meu caso, só senti dor. Fim. Esta estória não tem moral nenhuma. Foi só pra dizer que eu acho foda quem usa salto sem quebrar os pés.

Quase esqueci de falar. Naquela madrugada dormimos nós três na mesma cama. Lua ficou no meio, pois segundo ela não estava preparada para ver dois homens dormindo tão próximos um do outro. Damien apenas resmungou: "- Isso jamais vai acontecer!". Sei. Ele não é gay, imagina.