segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

"Quero minhas cores de volta."

 Não só as cores. Eu quero meus cheiros e meus sabores.

Todo dia é uma luta. É uma luta contra eu mesmo. É uma luta contra um cotidiano, contra um passado que resolvi deixar para trás. É uma luta que não acaba. Continua todos os dias. Meu problema é químico e, a química mais simples do cotidiano comum não resolve, do contrário, atrapalha.

Todos os dias me pergunto onde estão minhas cores, meus cheiros e  meus sabores. Descubro-me no mesmo lugar onde parei. Estou sempre no começo e, não encontro a resposta para nenhuma pergunta.

Durmo. Sonho. Acordo. Durmo, sonho e então acordo novamente. As sextas e sábados são os piores. Os dias de balada são um martírio. Sou um personagem solo, como qualquer outro no jogo da vida. Expurgo meus demônios escrevendo estas palavras.

Demônios? Eles existem, assim como os anjos. Todos os dias luto contra eles. Distingui-los neste mundo mundo vasto e imundo é muito difícil. Posso dizer que convivi com vários deles e, hoje tento expulsá-los de minha vida. Não consigo. Como é difícil ser um cidadão vivo neste mundo. Ainda mais neste nosso mundo.

Se eu pudesse, iria para o sul, buscar a pureza de um mundo novo. Buscar a pureza de um amor limpo. Buscar a pureza de um amor familiar. Este mundo velho e repetido só me corrompe. Corrompe, corrói e destrói. Mas não posso. Tenho que me aguentar nesse caos urbano, esperando as horas marcadas, as horas chegadas. Malditas sejam essas horas repetidas. Se eu pudesse jogaria tudo pro alto, mas no momento não posso. Não mesmo.

Assim, continuo minha luta em busca do esquecer. Continuo minha luta em busca do viver. Continuo como um lutador sem forças, que vive vacilando - e vagando - na esquina do ser. É difícil abandonar o coração. Que  Deus não me abandone nesta minha dolorida caminhada.

Ou será que já fui abandonado?

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