quinta-feira, 28 de março de 2013

"Eu pedi a minha mãe..."

Então, aqui estou eu! Sim, eu ainda estou vivo, mas estou muito fraco. Eu tenho que aprender mais sobre as "coisas da vida". Esta é uma ideia antiga, que eu queria fazer isso desde o início dos verões, mas eu nunca encontrei o momento certo. Mas a última vez que eu fui para casa de meus pais, eu pedi a minha mãe para me ajudar com estas "imagens". Não foi tão bom como imaginava, mas eu espero que todos vocês as vejam um dia também. E eu prometo que vou tentar ficar acordado e ainda tirar mais fotos. Espero, em breve, tirar mais fotos na Índia também. Sei que isso vai custar muitas semanas de minha vida, mas eu vou morrer tentando.

segunda-feira, 25 de março de 2013

'Mark, na Ciudad del Este"

Mais nada a declarar!
Obs: Quem já foi no Paraguay, sabe do que eu estou falando.

sexta-feira, 22 de março de 2013

" Depressão, eu? Imagina !!! "

Já se passaram alguns meses e eu me sinto psicologicamente na mesma situação. Hoje tentei compreender um pouco mais das sensações que tomam conta de meu cotidiano. Alguns dizem que estes sintomas são de depressão! Imagina eu com depressão?
1) Coração acelerado com um grande aperto no peito.
-Acredito que sejam dores psicossomáticas. Sinto quase sempre, principalmente pela manhã. É uma sensação de "dor no coração" causada por uma grande mistura de angústia, medo, remorso, ódio e culpa. Não tem cura, segundo especialistas.
2) Desejo de morte súbita.
-Isso não é frequente. Ela varia de acordo com as informações que recebo durante o dia. Quanto mais eu sei, mais quero morrer.
3) Pensamentos de auto-rejeição.
-É um sentimento muito destrutivo. Tenho magoa de mim mesmo. Os sintomas são: sentimento de culpa, inferioridade, auto-compaixão, auto-decepção, complexo, indignidade, vergonha, ódio, podendo ate levar a atitude eterna de suicídio. Coisas como: "falhei", "eu sou um fracasso", "concordei e assinei embaixo" fazem parte de minha vida.
4) Ausência de projeto de vida.
-Parei de estudar e dei um tempo no meu projeto de independência financeira. Muitos me procuram, pois querem minha ajuda. Eu não sei quando vou voltar.
5) Sensação de inutilidade.
-Não consigo fazer mais ninguém sorrir. O que tenho presenciado ultimamente é um grande mar de tristeza que tomam conta das pessoas que estão á minha volta.
6) Solidão.
-Tudo mudou. Minha mãe, meus amigos, meus gatos, meu Natal, meu aniversário e até o Facebook (?) acabaram perdendo o brilho com que eram vistos pelos meus olhos. Isso é o que me deixa mais desesperado.
7) Isolamento.
-"Estou com dor de cabeça!" é só o que eu sei dizer para ficar o dia todo trancado no quarto, fingindo estar dormindo.


PS¹: Ao sentirem alguns destes sintomas procurem ajuda psicológica profissional - ou pode ser uma mãe - pois isso pode destruir sua vida.

PS²: Eu já fiz até tratamento com anti-depressivos, não resolveu. Alguns amigos cansaram da minha tristeza e foram embora.

PS³: A minha mãe vem me visitar semana que vem. Que as forças divinas me ajudem a mostrar a ela que esta tudo bem comigo. Ela merece ser feliz.

terça-feira, 19 de março de 2013

"Não é nada mãe! Vai passar..."

Como disse no post anterior ("Desde a concepção, fui*...): "-Estou colecionando finais de semana em casa. Eu? Achando ruim é? Estou nada. Curtindo a casinha e a mãezinha!!!" Bem, o aconchego acabou.

                                                               Parte I
Hoje levantei bem cedinho sentindo o cheiro do café preto que só minha mãe sabe fazer. Acordei já arrumando o kit de sobrevivência que levo na mochila toda vez que vou passar uma temporada na casa de meus pais. Minha mãe já foi logo preparando a mesa."-Não vai filho, fica mais um pouco com a mãe e o pai!" Bem que eu queria ficar, mas eu tinha que voltar pra minha casa. Tinha que ver como estava aquele lugar abandonado há alguns dias por mim. Por mais que eu tentasse esconder minha mãe percebia a tristeza sendo refletida em meus olhos. "-Mark, filho você sabe que não pode esconder nada da mãe... Que foi filho? Fala! Estou aflita sem saber o que se passa e angustiada por não poder te ajudar. Sei que é um momento crítico e..." "-Não é nada que você precisa se preocupar mãe, já esta passando" foi o que consegui dizer já com lágrimas nos olhos e um nó na garganta. É muito frustrante o fato de que minha mãe sempre me ensinou a ser forte em qualquer situação, mas aquilo havia me enfraquecido e eu não tinha coragem nem de dividir minha dor com ela. Covarde! Não. Tinha medo de deixa-la doente com meus problemas. Peguei um pedaço de broa de fubá* e passei um doce de pêssego, ambos feito por ela, comecei a comer. Minha mãe continuava a me olhar e eu sabia que ela queria saber mais."-Filho, alguma coisa esta errada... Você não sorri mais, não canta, não dança e nem tem mais disposição para conversar com ninguém. Eu quero o meu Mark de volta! A única coisa que você fez foi ficar o dia todo em silêncio, fechado no quarto deitado naquela cama." Minha mãe sabia que algo estava errado, afinal ela que me criou. Desde criança fui super ativo e minha mãe sempre disse que me tornei um adulto 'elétrico'! Mas agora tudo estava diferente. Eu realmente estava passando por uma fase difícil.

                                                              Parte II
"-Oh meu filhinho, não esconda nada da mãezinha!"(?) Sim. Mesmo eu já sendo um homem barbado, minha mãe ás vezes me trata como se fosse o seu menino que nunca cresceu! Comecei a chorar. "-Olha filho, você disse que perdeu alguns de seus amigos, seus melhores sonhos foram destruídos e as pessoas começaram a te apontar e te julgar ser uma pessoa de má índole... Já sentiu muitas dores físicas e psicológicas... Vive dizendo que esta destruído, mas que tudo vai passar... Filho a mãe precisa saber o que esta acontecendo!" Acabei de tomar meu café num gole só. Chamei minha mãe para conversarmos na varanda. O Sol apontava timidamente seus primeiros raios sobre as montanhas que cobriam todo o horizonte. "Estou com medo mãe! Estou tentando encarar tudo isso de cabeça erguida... E assim vivo tentando. Tentando reconstruir todos meus melhores momentos. E o tempo vai passando e eu nem dou conta do quanto estou infeliz na tentativa de voltar no tempo". Minha mãe me olhou com um olhar firme. "-Filho, não podemos viver do passado. Temos que amadurecer e seguir em frente!" Eu engoli o choro mais uma vez, mesmo sabendo que minha mãe não se importaria se eu chorasse na sua frente. "-O fato é que o 'seguir em frente' pode ser mais difícil do que pensamos, mãe..." Meu pai entrou na varanda tateando uma cadeira para sentar. Ficou olhando para o nada, tentando imaginar o que se passava entre minha mãe e eu. Desde que meu pai perdera a visão se tornou uma pessoa extremamente sensível e auditiva. Consegue ficar horas ouvindo uma conversa antes de dizer uma palavra sequer." -Mark, você esta deixando sua mãe e eu muito preocupados. Fala filho... Quem sabe o paizinho aqui, que não sabe de nada destas 'cabeças de jovens', pode ajudar." Eu abracei meu pai. "-Sabe o que é pai? Estou com muito medo! Estou passando por um momento em que as coisas ao meu redor parecem ter perdido o sentido e entrei num profundo processo de auto-questionamento. Aqueles valores, sabe pai? Crenças e condutas que até então eram válidos já não são mais e, ao mesmo tempo, não consigo reformulá-los. Tudo isso é sentido por mim como um ‘vazio dolorido’ ou um ‘caos interior’." Meu pai começou a chorar. Há muito tempo ele vinha acompanhando minha tristeza sem falar nada. Sofrendo comigo em silêncio. "-Filho, não precisa falar nada para o pai se não quiser, eu entendo pelo seu silêncio que você esta sofrendo... Mas, embora sinta muito sofrimento,eu sei que este é um momento precioso da sua vida por ser uma época de virada e superação..." Minha mãe se aproximou.


                                                  


                                                  Parte III (final)
Choramos os três abraçados na varanda. Peguei minha mochila, coloquei meus óculos e o fone de ouvido. Já estava atrasado para o ônibus. 
"-Filho quando você vai melhorar?"
"-Não sei mãe, não sei."

sexta-feira, 1 de março de 2013

"Desde a concepção, fui condenado a uma decisão: Ser quem eu realmente sou ou ser quem a sociedade acha que eu devo ser? "


Analisando as matérias que me rodeiam, as pessoas com quem vivo e convivo, aquelas que observo de longe - mas com olhar singular para análise - digo que muitas coisas há por trás dessa multidão que ainda não foram desbravadas. Vivemos em um mundo que ao nascermos já nos deparamos com inúmeras exclamações, seja elas um positivo SIM, ou um negativo NÃO. Cada um sendo formulado a maneira e critério dos seus pais ou dos seus criadores responsáveis. Neste momento, o livre-arbítrio não se faz concreto, e se ausenta automaticamente o poder de expressão, em casos até de indagações. Moldados assim, ao crescermos, temos uma ditadura já feita e construída em nosso EU interior, sendo assim mascarados e disfarçados de forma involuntária. Sejam ditaduras em relação ao pudor, ás religiões que são passadas 'hereditariamente' pelos nossos avós, pais... Sejam formas de condutas, formações acadêmicas, status em sociedade ou posição de um ranking de sucesso empresarial. Que seja... que despeja. Onde está a democracia, a liberdade de vivência, de viver da forma no qual achamos mais relevante para a tal felicidade tão procurada? Aos poucos vai se constituindo uma sociedade triste, despida de realizações que as fariam definitivamente mais fortes em relações profissionais, emocionais e amorosas. Sociedade doente, ansiosa, depressiva... Várias gerações assim sendo perdidas, sem destaques, sem brilho, sem AMOR próprio. Umas pessoas até - umas exceções – são salvas por terem um arbítrio mais aguçado, sem explicações palpáveis, mas vieram já com um timbre maior, para poder fazer suas escolhas de forma objetiva e exata. Nesse universo que conspira em torno de números, devemos contar mais, com certeza! Mas, contar e levar adiante o que nós realmente temos vontade e sentimento para se fazer presente ao longo das nossas vidas. Que possamos viver da maneira desejada, e que aqueles que se prendem ao sistema, que possam se libertar por inteiro para viver o que realmente é a vida. O QUE É A VIDA? Só você por você mesmo poderá dizer. Cada um com sua singularidade e particularidade. É isso que é legal!
[...]
Estou colecionando finais de semana em casa. Eu? Achando ruim é? Estou nada. Curtindo a casinha e a mãezinha!!!.