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sábado, 1 de dezembro de 2018

"Gatos-vaquinhas comem ratos-graminha?"

Navegando pela internet descobri num site de estórias - já esquecido -, a história dos gatos-vaquinhas, não tenho certeza da veracidade,  no entanto  resolvi dividir com vocês. Antes de mais nada, preciso deixar claro que não fui eu quem começou com essa história de gato-vaquinha. Pois bem.

A origem dos gatos-vaquinhas
"No Egito Antigo, preocupado com seus rebanhos, o faraó ordenou que cruzassem suas vacas com os gatos selvagens do deserto para que a nova espécie de vacas pudesse fugir de predadores escalando árvores e muros altos. Deste cruzamento surgiram duas espécies novas: as vacas-gatinho e os gatos-vaquinha. A primeira espécie, as vacas-gatinhos, depois de gastar o nariz da esfinge e o topo das pirâmides afiando as garras, migrou para a Índia, sofreu algumas mutações e lá, até hoje, é reverenciada como animal sagrado. Já os gatos-vaquinha conquistaram o coração de todos com sua inteligência, agilidade e companheirismo. Até hoje, milênios depois de sua criação, os gatos-vaquinha são adorados por sua esperteza e meiguice, bons amigos de colo e brincadeira."

Quando li isso, achei coisa de gente louca, mas fui espiar. Não dá para acreditar no tipo de tema que as pessoas debatem quando estão desocupadas: tinha montes de comentários! Gente brigando para ter seu pet aceito na comunidade, trocas de fotos, um júri rigorosíssimo. Pior que desfile de moda de criança. Defensores da espécie diziam que não é qualquer gato malhado de preto e branco que pode ser chamado de gato-vaquinha, não senhor. Eles têm de ter aquela mancha branca que vai subindo pelo nariz até acabar num risquinho entre os olhos. Não duvido que numa hora dessas já tenha gateiro andando com lanterna no Parque Trianon atrás de um autêntico exemplar.

Desde então, não penso em outra coisa. Como chamam os filhotes de gatos-vaquinhas? Gatos-bezerros? Gaterros? Bezatos? Será que os animais da espécie Felix Bovinus têm sete vidas? Ou seria só uma vida, uma existência ruminante? Vai ver, quando são filhotes, eles ruminam minhocas, para irem se acostumando com a textura; depois, treinam com caramujos, que são mais crocantes. Será que gatos-vaquinha comem ratos-graminha?

Fico imaginando os dilemas que vivem os criadores de gatos-vaquinhas. Aposto como eles nunca se queixam das "minas" que o rebanho deixa no caminho, afinal, gatos-vaquinhas devem aprender desde cedo a cavar um buraquinho, fazer as necessidades e esconder. Será que cogumelos alucinógenos nascem com areia em cima?

O que dá dor de cabeça para dono de gato-vaquinha são as moscas. Está lá um gato-vaquinha no pasto, em paz ruminando seu rato-graminha. Aparece um outro gato-vaquinha que se esconde na relva. O primeiro gato-vaquinha sofre porque há moscas em volta do rato e ele não gosta de ruminar moscas – só ratos. Então, começa a abanar a cauda para espantar as moscas. O gato-vaquinha que estava escondido no mato olha fixamente aquele rabo balançante, prum lado, pro outro, prum lado, pro outro. As moscas, nem aí. O gato-vaquinha que está no chão prepara o bote, dá uma reboladinha e vupt. Pula no gato-vaquinha que estava lá em paz ruminando feliz. Depois, reclama de virar bife.

Não sei vocês, mas eu ainda quero meu exemplar de gato-vaquinha, e que seja autêntico.

sábado, 16 de junho de 2018

"Um gato preto, falante"

"Mark, o gato preto contador de estórias"

Marcos Eduardo - Mark para os conhecidos - estava prestes a completar dezenove anos. Era um moço daqueles que nunca chegava na hora. Não tinha pressa mas tinha muito apreço, pois nunca esquecia um amigo e nem o seu violão. Meio lobo solitário na sua maneira de ver a vida, e mesmo assim tinha muitos amigos que sabiam esperar a sua hora e acolher o seu eterno "isto não está certo" ou o seu "amanhã, amanhã eu vou". Quem o queria tinha que ir buscar e dar carona de volta, pois ele não gostava de dirigir e tão pouco de ser dirigido. O tempo para ele não tinha conta, era para festejar com canto, viola e amigos ou para viajar para um mato e ficar ouvindo o som dos pássaros, em silêncio. Encontrava-se no auge da sua juventude e com uma vontade de viver que transcendia a explicação racional humana para aquele momento.  Idos tempos, saudades. 

Pensei que, como o Marcos, a vida não tinha pressa para acabar. Ledo engano, mal sabia ele que tudo aquilo estava prestes a mudar drasticamente e para sempre. E eu teria que conviver com a dor da perda  do nosso prometido - nunca acontecido - reencontro. E desde então, deste o seu desaparecimento, carrego aquele vazio no estômago que não é fome e aquela dor no peito que não são borboletas.

Capítulo I
Numa noite chuvosa - destas bem frias e melancólicas, que só o meio urbano tem - alguma coisa bem desagradável estava pra acontecer. Sozinho em seu quarto, temores jamais sentidos antes, tomaram conta do seu corpo e da sua alma. Um suor frio lhe invadiu a espinha, suas mãos e pernas - agora trêmulas - mal conseguiam leva-lo até o banheiro para tentar vomitar aquela dor que o consumia. Sons e luzes - captados normalmente durante o dia - agora distorcidos, reinaram em suas entranhas e o mantiveram acordado a noite toda. Na manhã seguinte, o dia estava cinza. As flores já não tinham mais perfume, os pássaros já não cantaram mais e aquele delicioso cheiro do café da manhã havia perdido o sabor. Saiu pela rua tentando ver alguém. Ninguém. Ele estava só. Voltou para sua casa desesperado, com um nó na garganta que insistia em fazer companhia para um lágrima morna e salgada que escorria pelo seu rosto. Entrou em seu quarto, fechou a porta e encostou-se na mesma. Assim como fazem os artistas de novela, na esperança de que aquele movimento de ir escorregando lentamente até o chão, fizesse a dor desaparecer. Era uma sensação amedrontadora, vazia e dolorosa.

Marcos perdeu-se no tempo e espaço, perdeu o controle total da sua pouca sanidade que lhe restava. Fechou-se em seu quarto e em seu mundo vazio, um mundo surreal inundando pelas suas lágrimas que traziam consigo caos e dor. Passou algumas semanas sem sair de casa. Sons ensurdecedores na sua cabeça, mãos e corpo trêmulos e aquela dor que invadia o seu peito. A solidão estava consumindo, sem nenhuma piedade, a cor, o cheiro e o sabor dos seus - outrora maravilhosos - dias.

O tempo não passava para ele como passava para o resto do mundo. Em uma certa noite, depois de alguns meses agonizando-se em seus pensamentos carregados de angustia e remorso, resolveu sair de casa e dar uma volta por aquelas ruas vazias. Ruas vazias, frias e assustadoramente melancólicas. Não se sabe quanto tempo e nem por onde ele andou. A névoa que invadia aquele meio urbano combinado com a umidade daquela noite de inicio de inverno, completava a sua sina de andarilho solitário. Os segundos, agora, eram sentidos pelo seu corpo em eternidades. 

Ao dobrar a esquina de um bairro, um bairro daqueles que nunca havia passado por lá, ouviu, depois de algumas eternidades do vazio ensurdecedor que era o seu silêncio, uma voz recitando bem baixinho:

"Ele gostava de voar,
Ele gostava de mergulhar no ar.
Ele adorava tudo isso,
Quando ele ainda estava aqui.

"Um dia", disse o menino,
"Eu vou morar junto ás nuvens,
E voar todos os dias.
E apenas ser livre. "

E agora ele faz,
Com o Sol ou com a Lua.
Ele sempre vai voar.
Pois o menino está perdido - o menino está morto."

O rapaz paralisou, esqueceu-se por alguns momentos do seu silêncio ensurdecedor e prestou atenção naquela voz no intuito de entender o que estava acontecendo ali. O gato o avistou, fixou seus olhos amarelos flamejantes em sua direção. Subiu em cima do muro e andando para lá e para cá, como quem procura alguma coisa, continuou:

"Não precisarei sentir. Pelo menos não os sentimentos humanos. 
Estes são tão ruins, carregados de crueldades e angústias. 
Os vejo todos os dias de suas vidas destruindo-se aos pouquinhos, passivamente. 
Eu não suportaria tanta dor e sofrimento que causam a si mesmos. 
Como podem ainda ter forças para erguer a cabeça todos os dias pela manhã? 
É tanta agonia, é tanta ansiedade e palavras destrutivas que se alimentam de suas almas e corpos. 
Oh! Bastet, sinto calafrios na espinha só de pensar sobre isso. 
Eu, ainda que não seja, prefiro ser chamado de animal . 
Um ser irracional, livre e feliz."

Marcos aproximou-se devagar. Sentia uma mistura de medo e êxtase invadindo-lhe o corpo. Aquilo era impossível. Ele devia estar no auge da sua insanidade mental.  Não, realmente não podia ser verdade o que seus olhos estavam lhe mostrando. Não obstante, era. Aquilo era um gato preto - negro como a noite, ou como os seus últimos dias de melancolia - que olhava em sua direção. Um gato preto falante, recitando versos em cima de um muro cinza. Um muro tão cinza e velho, quanto as nuvens que o perseguia nos seus últimos dias de vida.

Um barulho qualquer na rua, fez Marcos acordar assustado. Foi só um sonho. Novamente aquele sonho. Seu corpo estava cansado, no entanto sentia uma sensação de paz na sua alma, mesmo com a boca amarga. Um tranquilo mal estar, poderia dizer. Virou-se na cama e tentou se localizar. Abriu os olhos assustado. O coração batia acelerado, sentiu um suor frio sem febre no corpo. Tentou acalmar-se, pois só podia estar delirando. Bem ao lado da sua cama, sentado no tapete velho - um tapete que havia ganho da sua mãe - estava um gato preto. Tão preto como a noite, com olhos tão amarelos que pareciam dois girassóis em chamas, fixando-o tão violentamente que paralisava o rapaz até a alma. O gato calmamente saltou sobre sua cama, aconchegou-se em suas cobertas, ronronou e dormiu. Então, Marcos soube naquele momento que seriam grandes amigos e que ambos teriam boas histórias pra viver juntos. Fechou os olhos e adormeceu novamente.

domingo, 22 de maio de 2016

5 mitos sobre os gatos

O gato é um animal muito mal compreendido. Aqui estão os top 5 mitos sobre os gatos que a maioria das pessoas ainda acredita ser verdadeiro:

Gatos podem ver no escuro!
Um gato tem pupilas verticais que se expandem para deixá-lo ver na escuridão. Ele tem cerca de 30 bigodes, que ajudam a encontrar o caminho de volta à noite, mesmo em ambientes estranhos. Mas ele não é dotado de visão especial que pode permitir-lhe ver na escuridão absoluta.



Os gatos tem técnicas especiais para sempre cair sobre as patas!
Algumas pessoas, acreditando nesta bobagem do folclore, em que gatos sobrevivem á queda de alturas, pegam um gato e jogam pela janela, apenas para provar que é verdade. Mas é a idéia  mais "loucamente" falsa. Geralmente, o pobre gato acaba com as pernas quebradas, ou o pescoço, e é tarde demais para dizer: "Não acredite em tudo que você ouve!"
É verdade que os gatos são os mais ágeis, "elásticos", animais graciosos no mundo, há muito mais tempo do que se imagina. Mas eles também podem derrubar coisas; quebrar lâmpadas ou xícaras; pular e cair de uma cadeira com as costas no chão! Eles podem acabar com os ossos quebrados em pequenas quedas, especialmente quando eles são filhotinhos!

Gatos são covardes!
Os cães são bem conhecidos por seu heroísmo, mas muitas pessoas não sabem que os gatos também têm as suas horas de glória. Por exemplo, já ouvi relato de um gato que que salvou sua família do fogo pulando na cama de seus donos. Tem uma  história de um felino corajoso que arranhou sua dona que dormia profundamente, para salvá-la do fogo, sabendo que a sua dona era surda e  não podia ouvir.
Há muitas histórias de gatos que espantaram répteis venenosos, escorpiões, e insetos perigosos para longe de seus donos.Assisti na TV alguns dias atrás que na Flórida, um pequeno gatinho  salvou a sua dona, alertando para o perigo de uma cobra coral mortal! Lembre-se, o heroísmo não se limita a apenas uma espécie de animal.



Os gatos são estúpidos!


Fisiologicamente, o cérebro de um gato tem uma notável semelhança com a do homem, mais do que qualquer outro animal. Como podemos medir a inteligência de um animal? REGRA: não pode e não deve jogar uma espécie contra a outra. Gatos, por exemplo, ficam entediados com labirintos. Mas costumamos vê-los sair de qualquer espaço fechado!

Eles podem abrir portas, travas elevador, saltar muitas vezes seu próprio comprimento sobre as paredes. Psicólogos notaram que a sua capacidade para escapar de um confinamento é superior à de qualquer outro animal. Além de excelente habilidade e estratégia de perseguir a presa, os gatos têm uma consciência mais aprofundada do tempo. Eles sabem quando é hora de você voltar para casa, e quando é hora de dormir, etc...

Os gatos não tem afetividade (não sentem carinho pelo seu dono)!
A pessoa que pensa que um gato é um animal sem amor, nunca teve um em seu colo. Primeiro, o gato "amassa" delicadamente para fazer do seu colo um ponto tão macio e confortável quanto possível, então se acalma e ronrona. Se ele ronrona alto com suavidade, ele esta demonstrando amor. O carinho de um gato é sempre sutil, como um esfregar nas pernas. Cada gato varia no valor de afeição que ele quer colocar para fora, e nos caminhos que ele deseja mostrar. Mas ele está lá, contanto que você seja receptivo e, por vezes, mesmo se você não é.