terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Será insônia ou saudade?

“La tristesse durera toujours” [Vincent Van Gogh]

"As vezes, só as vezes mesmo, fico mentalmente me perguntando: 
"quantas pessoas tem este ódio especial pela noite?" 
Ódio. Sim meus senhores, ódio pela noite. Não é medo do escuro não, é apenas pelo simples fato de não conseguir dormir em paz.  
Irremediavelmente, vão surgindo mais e mais perguntas: 
"será que o tal barulho na cabeça tem o mesmo som, mesma frequência ou motivo? Ou será que esta dor mental varia de pessoa pra pessoa?" 
Penso. Penso alto. Tento imaginar alguma coisa triste para chorar e aliviar a dor na alma. Fracasso novamente. Entro em síncrese total com os pensamentos. Depois de horas - ou minutos, não sei - canso de pensar. Mas não de ouvir e sentir o barulho. Exaurido, minha dor meço e, às vezes, adormeço. Afinal, amanhã é outro dia, mesmo que com as mesmas dores de ontem. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Será que isso só acontece comigo?

Sabe aquelas conversas que você tem com seus amigos em algum momento de bobeira que depois você fica pensando: "Será que isso só acontece comigo?"

Conversa nível 1
"Papo profundamente filosófico com um amigo hétero extremamente inteligente"

Mark: "Charlie, hoje estive pensando e cheguei numa conclusão..."
Charlie-Amigo-Hétero-Inteligente: "Que conclusão? Sobre o que?"
Mark: "Ah, sobre as pessoas. Quero dizer, como elas pensam e como elas vêem a nossa imagem."
Charlie-Amigo-Hétero-Inteligente: "Eu já pensei sobre isso também."
Mark-Empolgado: "É mesmo? E que conclusão chegou?"
Charlie-Amigo-Hétero-Inteligente: "Com o cérebro elas pensam e com os olhos elas nos vêem. Simples assim, cara!"
Mark-Decepcionado: "Quê!?!"

Conversa nível 2
"Jogando conversa fora com uma amiga hétero no sofá da sala"

Amiga-Hétero: "Mark, tem certeza que você é gay?"
Mark: "Sim, claro que tenho certeza gata. Mas porque a pergunta?"
Amiga-Hétero: "Se você é gay mesmo, então porque a gente transou quando nos conhecemos?"
Mark: "Não entendi gata. O que isso tem haver?"
Amiga-Hétero: "Nada, eu acho. É que você fez o "negócio" direitinho. Me deu até um sufoco."
Mark: "Desculpe por aquela noite gata. Eu estava bêbado e você disse que estava carente e precisava de um homem, e, eu sei bem o que é isso!"
Amiga-Hétero: "Quê!?!''

sábado, 1 de outubro de 2016

“Como você quer que eu te apresente?"

-"Como devo te apresentar?" - treinei mentalmente repetidas vezes o que devia falar. Respirei fundo.

Vi ele descendo do ônibus. O seu mesmo jeitinho, como da primeira vez. Desceu os degraus, virou, me olhou e abriu aquele sorriso maravilhosamente encantador. Os passos são unicamente dele. Se aproximou. Eu parado, chegou até mim. Um frio na barriga, como se fosse sempre a primeira vez.

Sem dizer uma única palavra, ele quebrou o gelo com aquele grande e gostoso abraço (nossa marca registrada). Aquele abraço que me faz esquecer tudo, que faz o coração bater mais forte e mais feliz. Aquele que faz as dores ficarem pra depois. Um caloroso abraço. Um abraço de amigo, de irmão, de anjos, de amantes, de pai e filho. Mas  é nossa marca, que nos fez nos despertou o desejo de querer encontrar-se  pela primeira vez. Ainda lembro como se fosse ontem o primeiro encontro que confirmou nossas existências: 

-“Você existe!”- existimos sim. Fomos um para o outro, e vivemos momentos maravilhosos, eu sei.

Um abraço que pareceu durar uma eternidade. Aconchego, carinho, tesão, amor, sossego e paz. Instantes maravilhosos. Fomos nos soltando aos poucos, abrindo nossos sorrisos. Ele me olhou com aquele olhar, chegou mais perto, se colocou na ponta dos pés - sou consideravelmente mais alto - tocou meu rosto com suas mãos, abaixou minha cabeça e me deu um caloroso beijo na testa. Aquele beijo de um pai em seu filho, o beijo da benção, do afago e do respeito. Olhei nos olhos dele de maneira profunda:

-“Eu quero mais."

Seguiu-se um beijo ardente. Daqueles iguais das novelas quando o casal se reencontra depois de muito tempo sem se ver. Um beijo tão profundo , carinhoso e delicioso. Os olhares ao redor viraram-se para nós. Afinal de contas um beijo entre dois homens não é coisa que se vê por aí, por mais normal que deveria ser. Nos desgrudamos, nos olhamos e rimos.

- "Não deveríamos ter feito  isso." - disse-me baixinho.
- "Por que não? Vem, vamos lá fora." 

Pegamos nossas malas e mochilas e, de mãos dadas, nos encaminhamos para a parte externa da rodoviária. Chegando lá fora, escolhemos um banco que nos ofereceu um pouco mais de privacidade e intimidade. Arrumamos as malas, nos sentamos olhando um para o outro. Ao nosso redor a paisagem exuberante da capital paranaense: Curitiba. Com suas árvores, flores e pássaros e o clima agradável com o sol do final do mês de janeiro.

- “Se o perto não fosse tão longe, o que é invisível seria visível”. - disse isso com um olhar intelectual somente para começar a conversar e quebrar o gelo.  Ainda bem que decidi tornar o invisível visível e o longe perto.


- "Fiquei tão feliz que você aceitou viajar comigo e visitar minha amiga em Paranaguá."
- "Não sei se foi uma decisão sensata" - disse Mark.
- "Fique sabendo que, independente de tudo, meu coração bateu bem mais feliz quando você disse: ‘sim, eu viajo com você Gabriel'!".
- "Eu sei, senti a sua emoção pelo celular" - disse Mark sorrindo.
- "Agora, temos que resolver um problema..."
- "Mais um?" - Mark ficou com uma expressão preocupada.
- "E esse será resolvido exclusivamente por você."
- "Como assim?"
- "Pense bem. Pense muito bem na resposta que você vai me dar."
- "Diga logo homem, não faça rodeios".
Percebi que Mark estava ansiosamente desconfortável.
- "Minha amiga e seus familiares vão querer que eu  apresente você a eles, e isso é óbvio. A questão é: como você quer que eu te apresente? Como meu amigo, meu amigo colorido, meu anjo, meu companheiro, meu namorado?  Repito e peço que pense bem: como você quer que eu te apresente?"

Mark me olhou nos olhos, esfregando as mãos compulsivamente uma na outra, demonstrando sinal de que sua ansiedade havia aumentado repentinamente.

- "Gabriel, meu bom anjo" - era assim, de meu anjo, que Mark carinhosamente me chamava - "Eu pensei muito nestas tantas horas de viagem até aqui, e, agora tenho certeza do que responder."
- "E?" - o seu desespero agora era meu.
- "Eu quero que você me apresente como seu..."

[..]


Ouvi um barulho bem ao longe que se aproximou rapidamente e fez com que eu não conseguisse ouvir a resposta de Mark.
- "Ei, acorda meu irmão, está na hora do café da tarde. Chega de dormir." - acordei num susto com a minha irmã gritando. Um sensação de não saber onde estava e uma leve dor não sei onde.

- "Ah, não! Poxa mana, justo agora?" - pensei alto demais, eu acho.
- "Hã?"
- "Nada não minha irmã."
- "Sei. Pelo sorriso que esta estampado no seu rosto imagino o motivo da sua felicidade. No minimo o senhor sonhou novamente com seu anjo. Acertei?"
- "Está tão nítido assim?"
- "Tem de responder essa maninho?"

Levantei, tomei um banho e fui pra varanda tomar café da tarde com minha irmã. Minha irmã foi primeira e eterna confidente. Sem dúvida aquela seria, mais uma tarde que tirei pra pensar em meu anjo. Até hoje ainda não descobri se ele é o motivo da minha felicidade ou da minha desgraça.

sábado, 11 de junho de 2016

"Menino, você tem medo de quê?"

A pergunta pairou no ar deixando-me fora do corpo. Era como se a espada do meu inimigo me acertasse em cheio. Eu olhei para as minhas mãos ensanguentadas e, em seguida, apenas disse:

-"Alguma vez você já sentiu uma dor aqui? Sabe, um vazio no estomago que não é fome?  Uma dor na alma, talvez?"

Eu fui feliz. Mas um dia meu coração doeu tanto que todos meus orgãos pararam de funcionar gradativamente. Porque? Não sei. Simplesmente perdi as forças de continuar vivendo.

-"Mas, como assim menino? Você vivia dizendo que tinha medo da morte! O que aconteceu para mudar assim, tão repentinamente?"

Pergunta repetida merece uma resposta. Mas em vez disso, caí no chão e quis desaparecer.  Minhas mãos trêmulas foram sumindo junto com a tinta vermelha-azul do meu sangue. Minha pele parecia  que ia rasgar a qualquer momento.

-" Não faça escândalo, olhe-se no espelho. Você já não é mais menino. Este não é seu fim. Você vai ficar bem!"

Estou cansado deste mundo cinzento e melancólico. Exaurido pela dor física e mental que me consome todos os dias. Estou exausto de ouvir a maldita voz que ecoa em meus ouvidos me condenando a morte solitária sem dó nem piedade. Eu já não posso mais esconder meus segredos debaixo do meu travesseiro. A única coisa que ainda escondo no meu travesseiro são as manchas das lágrimas e as noites assombradas e mal dormidas. Segredos muito bem guardados, para que ninguém possa ver que eu estou com dor e choro as vezes.

-"Mas menino, mesmo depois de se tornar este homem barbado, eu custo acreditar que, ainda, você tem medo da morte. É isso mesmo? Você tem medo de morrer?"

Claro que eu tenho. Sempre tive e sempre terei. Mas, no meu caminho acabei descobrindo que existem dois tipos de pessoas que não temem a morte. Elas não sorriem, não choram, não fazem a menor sugestão de emitir algum tipo som e não demonstram nenhum sentimento. Elas não se movem e nem tentam se proteger. Elas praticamente nem existem e mesmo assim a morte sempre ronda as suas cabeças.

-"E quem são essas pessoas?"

Os corajosos, que temem tanto - mas tanto - a morte a ponto de enfrentá-la; e os doentes, que suplicam por ela, mas ela não os agracia com sua presença.

-"E você, tem medo de quê?"

domingo, 22 de maio de 2016

5 mitos sobre os gatos

O gato é um animal muito mal compreendido. Aqui estão os top 5 mitos sobre os gatos que a maioria das pessoas ainda acredita ser verdadeiro:

Gatos podem ver no escuro!
Um gato tem pupilas verticais que se expandem para deixá-lo ver na escuridão. Ele tem cerca de 30 bigodes, que ajudam a encontrar o caminho de volta à noite, mesmo em ambientes estranhos. Mas ele não é dotado de visão especial que pode permitir-lhe ver na escuridão absoluta.



Os gatos tem técnicas especiais para sempre cair sobre as patas!
Algumas pessoas, acreditando nesta bobagem do folclore, em que gatos sobrevivem á queda de alturas, pegam um gato e jogam pela janela, apenas para provar que é verdade. Mas é a idéia  mais "loucamente" falsa. Geralmente, o pobre gato acaba com as pernas quebradas, ou o pescoço, e é tarde demais para dizer: "Não acredite em tudo que você ouve!"
É verdade que os gatos são os mais ágeis, "elásticos", animais graciosos no mundo, há muito mais tempo do que se imagina. Mas eles também podem derrubar coisas; quebrar lâmpadas ou xícaras; pular e cair de uma cadeira com as costas no chão! Eles podem acabar com os ossos quebrados em pequenas quedas, especialmente quando eles são filhotinhos!

Gatos são covardes!
Os cães são bem conhecidos por seu heroísmo, mas muitas pessoas não sabem que os gatos também têm as suas horas de glória. Por exemplo, já ouvi relato de um gato que que salvou sua família do fogo pulando na cama de seus donos. Tem uma  história de um felino corajoso que arranhou sua dona que dormia profundamente, para salvá-la do fogo, sabendo que a sua dona era surda e  não podia ouvir.
Há muitas histórias de gatos que espantaram répteis venenosos, escorpiões, e insetos perigosos para longe de seus donos.Assisti na TV alguns dias atrás que na Flórida, um pequeno gatinho  salvou a sua dona, alertando para o perigo de uma cobra coral mortal! Lembre-se, o heroísmo não se limita a apenas uma espécie de animal.



Os gatos são estúpidos!


Fisiologicamente, o cérebro de um gato tem uma notável semelhança com a do homem, mais do que qualquer outro animal. Como podemos medir a inteligência de um animal? REGRA: não pode e não deve jogar uma espécie contra a outra. Gatos, por exemplo, ficam entediados com labirintos. Mas costumamos vê-los sair de qualquer espaço fechado!

Eles podem abrir portas, travas elevador, saltar muitas vezes seu próprio comprimento sobre as paredes. Psicólogos notaram que a sua capacidade para escapar de um confinamento é superior à de qualquer outro animal. Além de excelente habilidade e estratégia de perseguir a presa, os gatos têm uma consciência mais aprofundada do tempo. Eles sabem quando é hora de você voltar para casa, e quando é hora de dormir, etc...

Os gatos não tem afetividade (não sentem carinho pelo seu dono)!
A pessoa que pensa que um gato é um animal sem amor, nunca teve um em seu colo. Primeiro, o gato "amassa" delicadamente para fazer do seu colo um ponto tão macio e confortável quanto possível, então se acalma e ronrona. Se ele ronrona alto com suavidade, ele esta demonstrando amor. O carinho de um gato é sempre sutil, como um esfregar nas pernas. Cada gato varia no valor de afeição que ele quer colocar para fora, e nos caminhos que ele deseja mostrar. Mas ele está lá, contanto que você seja receptivo e, por vezes, mesmo se você não é.