domingo, 5 de janeiro de 2014

"O silêncio pode falar tanta coisa para alguém que realmente ouve."

Parte 1
Da mesma forma que Mark entrara na vida de Dans*. Em silêncio. Assim também o deixou. Em silêncio. O silêncio o havia consumido por muito e  muito tempo. De tanto sofrer por falar e principalmente ouvir palavras bonitas e posteriormente ser machucado pelas mesmas palavras, Mark prometera a si mesmo que o silêncio seria suas únicas palavras a serem ditas a quem quer que fosse.
Pessoas silenciosas tem muito barulho em suas cabeças.  O silêncio é a forma mais lenta e barulhenta de suicídio. É o que nos separa do sofrer e ser feliz. É o grito que todo mundo grita e ninguém ouve. É o sonho de todos nós que perdeu-se em nossas mentes barulhentas. É o sangue que todos nós perdemos sem nunca mais poder repor um dia. É o que nos mantém vivos, ou mortos psicologicamente. Porém, o silêncio pode ser Deus no ar ou  é a morte  em vida que você, talvez, pode suportar. O silêncio é o que te consome durante o dia ou a noite lhe causando calafrios na espinha. O silêncio é a razão. E a única razão, talvez, por você não querer dizer uma palavra sequer que possa machucar alguém ou magoar a si mesmo. É o medo de ser feliz dizendo palavras bonitas (o que as pessoas querem ouvir) ou viver eternamente triste por nada dizer (e só falar quando realmente necessário e verdadeiro).
Nada mais a dizer. O silêncio instaurou o caos em sua mente. Mesmo diante das palavras mais belas e surpreendentes de Dans*, Mark preferiu o silêncio e o suicídio mental que o consumiram.

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